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Data: 04/09/2008

Vacina Contra o Câncer do Útero (HPV)

Novidade no campo das vacinas:

VACINA contra o câncer do colo do útero (HPV)

 

As vacinas são um dos maiores avanços da medicina por permitir prevenção de doenças graves e conseqüentemente evitar milhares de óbitos todos os anos no mundo inteiro.

 

A novidade neste campo é a vacina contra o Papillomavírus Humano (HPV) já aprovada no Brasil.

 

O câncer de colo uterino é uma das principais causas de morte entre mulheres, especialmente em países em desenvolvimento e sua ocorrência está ligada à infecção pelo HPV. Estas infecções ocorrem na maioria dos casos, durante a adolescência e em mulheres jovens.

 

Este vírus possui mais de 100 sorotipos descritos. Destes os:

- Sorotipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 80% de infecções e tem potencial carcinogênico

- Sorotipos 6 e 11 são responsáveis por mais de 90% dos casos de verruga genital (condiloma) associado ao HPV.

- Junto aos vírus 16 e 18, os vírus 31 e 45 somam mais de 90% das infecções relacionadas ao câncer de colo de útero.

 

Eficácia da Vacina (estudos feitos durante 6,4 anos)


  • Redução maior de 95% no risco de displasia cervical (alteração celular do colo do útero) para estes sorotipos.

  • 100% de prevenção de câncer cervical.

  • 99% de proteção contra o aparecimento de lesões genitais externas (condiloma).

  • Alta proteção cruzada contra os outros tipos mais oncogênicos (31/45)


 Aplicação Intramuscular.

 

Indicação:

 

Adolescentes e mulheres 9 – 26 anos – Esquema de 3 doses

 

1ª dose (data a escolher), 2ª dose (1 -2 meses após a primeira) e 3ª dose (6 meses após a primeira)  

Deve ser feito todo esquema com a mesma vacina        

 

Efeitos adversos: pouco freqüentes, sendo a maioria relacionados ao local de aplicação como dor, vermelhidão, edema e prurido. Pode ocorrer febre baixa.

Esta vacina já está disponível no Centro de Vacinação do Projeto Criança, R. Pedro Fioretti, 187 – Osasco/TEL. 3683-0909, e colocamo-nos à sua disposição para qualquer  informação.

 Converse com seu ginecologista ou pediatra.


Dra. Ilzete Couto da Silva


 

 

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